A oração que Jesus nos ensinou. O modelo perfeito de oração.
1. Cabeçalho
Tema: Aprendendo a Falar com Deus.
Subtítulo: O Modelo Perfeito de Oração.
Texto Base: Mateus 6:7-15 (NAA).
Objetivo: Entender que a oração não é uma fórmula mágica de repetição, mas um relacionamento onde priorizamos a vontade de Deus, dependemos dEle para o sustento e praticamos o perdão.
2. Quebra-Gelo (5 a 10 minutos)
Dinâmica: "O Pedido do Rei".
Pergunta: Se você tivesse apenas 1 minuto para falar com o Presidente ou um Rei muito poderoso e pudesse pedir qualquer coisa, o que você pediria? E como você falaria? (Com medo? Com respeito?).
Objetivo: Comparar como falamos com autoridades humanas e como Jesus nos ensina a chamar o Criador do Universo de "Pai". Isso muda tudo.
3. Leitura da Palavra (Mateus 6:7-15 - NAA)
7 "E, orando, não usem vãs repetições, como os gentios; porque eles pensam que por muito falarem serão ouvidos.
8 Não sejam como eles, porque o Pai de vocês sabe do que vocês precisam antes que peçam a ele.
9 Portanto, orem assim: 'Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;
10 venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;
11 o pão nosso de cada dia nos dá hoje;
12 e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores;
13 e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal. [Pois teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém.]'
14 — Porque, se perdoarem aos outros as ofensas deles, também o Pai celestial de vocês perdoará vocês;
15 mas, se não perdoarem aos outros as ofensas deles, também o Pai de vocês não perdoará as ofensas de vocês."
4. O Contexto Jesus ensina que orar não é convencer Deus pelo cansaço ("vãs repetições"). Ele nos dá um modelo, um esqueleto para nossas orações. O "Pai Nosso" é dividido em duas partes: a primeira foca em Deus (Seu Nome, Seu Reino, Sua Vontade) e a segunda foca em nós (Pão, Perdão e Proteção). Perceba a ordem: primeiro os interesses de Deus, depois as nossas necessidades. É uma oração de alinhamento, não apenas de pedidos.
5. Compartilhando a Palavra (Perguntas de Interação)
A. Mateus 6.9-10 - Jesus começa nos dando o direito de chamar Deus de "Abba" (Pai), o que indica intimidade, mas logo em seguida diz "Santificado seja o teu nome", que indica reverência extrema. O equilíbrio da vida cristã está aqui: saber que somos filhos amados, mas que Ele é o Rei Santo. Pedir "venha o teu Reino" significa dizer "que o meu reino pessoal desapareça para que o Teu prevaleça".
Pergunta: É muito difícil orar sinceramente "seja feita a Tua vontade"? Por que muitas vezes temos medo do que Deus vai fazer se entregarmos o controle total da nossa vida a Ele?
B. Mateus 6.11 - O pedido é pelo pão "de cada dia" (ou de hoje). Não é o pão para o ano todo, nem para estocar. Isso nos ensina a dependência diária. Deus quer que voltemos amanhã para conversar com Ele de novo. O "pão" representa tudo o que é necessário para a vida (alimento, emprego, saúde), mas sem o luxo ou a ganância de acumular ansiosamente.
Pergunta: Você costuma sofrer por antecipação com os problemas do mês que vem? Como podemos aprender a confiar que Deus dará a provisão necessária para hoje?
C. Mateus 6.12, 14-15 - Esta é a parte mais perigosa da oração. Pedimos a Deus que use a nossa régua: "perdoa... assim como nós perdoamos". Se não perdoamos quem nos ofendeu, estamos pedindo para Deus não nos perdoar também. O perdão horizontal (com o irmão) é a prova de que entendemos o perdão vertical (de Deus). Mágoa travada é oração travada.
Pergunta: Jesus coloca uma condição clara: se não perdoarmos, não seremos perdoados. Isso te assusta? Existe alguém que você precisa liberar o perdão hoje para destravar sua comunhão com o Pai?
D. Mateus 6.13 - Reconhecemos nossa fraqueza. Quem acha que é forte, cai. Pedir para não cair em tentação é um ato de humildade, admitindo que sozinhos não conseguimos vencer o mal. O "mal" aqui pode ser o Maligno ou as situações ruins da vida. A oração termina reconhecendo que o poder e a glória são dEle, não nossos.
Pergunta: Quais são as "tentações" mais comuns no nosso dia a dia (preguiça, fofoca, mentira, pornografia)? Temos o hábito de pedir proteção antes de sair de casa ou só oramos depois que já erramos?
6. Desafio da Semana (Aplicação Prática) O Pai Nosso Intencional.
Durante esta semana, ore o Pai Nosso todos os dias, mas não "decoreba".
Pare em cada frase e complete com suas palavras. Ex: "O pão nosso de cada dia..." (Senhor, obrigado pelo meu emprego e pela comida na mesa). "Perdoa as nossas dívidas..." (Deus, eu perdoo fulano pelo que ele me fez).
Torne a oração pessoal.
7. Sugestão de Dinâmica (Para facilitar o aprendizado)
Opção 1: O Quebra-Cabeça da Oração Escreva as frases do Pai Nosso em tiras de papel separadas e misture. Peça para o grupo colocar na ordem certa sem olhar na Bíblia. Depois, discutam por que Jesus colocou "Vontade de Deus" antes do "Pão".
Opção 2: Parafraseando Peça para alguém ler o Pai Nosso, mas "traduzindo" para a linguagem de hoje, como se estivesse conversando com um amigo, sem usar as palavras religiosas, mas mantendo o sentido.
8. Em nosso próximo encontro... A ansiedade tem roubado o sono de muita gente. Você vive preocupado com o dinheiro, roupas ou o futuro? Jesus tem um remédio poderoso para isso. Não perca o estudo "Livres da Ansiedade".
9. Escala de Participação para a próxima semana:
Quem trará o lanche? __________________________
Quem escolherá o louvor? _______________________
Quem fará a oração inicial? ______________________
Quem ajudará na dinâmica? ______________________
10. Momento de Oração Orem o Pai Nosso juntos, em voz alta, mas pausadamente. Façam um clamor específico pedindo a Deus um coração perdoador. Orem pelo sustento dos desempregados do grupo. Oremos também pelas necessidades de cada um de nossos irmãos do PGA.